[2-0] Acabou-se o 'Empata'. Portugal Ganha e Está na final do Euro 2016


Análise: Já está! Portugal está na final do Campeonato Europeu 12 anos depois do ‘desastre’ grego que teve lugar no Estádio da Luz. A ‘equipa das quinas’ bateu o País de Gales por 2-0 e fica à espera do desfecho do Alemanha-França.

O jogo era de alta importância e, como tal, ninguém entrou a ‘matar’. Ambos os conjuntos se posicionaram de forma cautelosa no terreno, bem organizados defensivamente, sem dar grandes espaços que pudessem ser aproveitados pelo adversário. Do lado do País de Gales, os três centrais foram sempre intransponíveis, o que, com o passar do tempo, foi esgotando a paciência da ‘equipa das quinas’. Se, ao princípio, ainda houve vagar para a construção de algumas combinações pelo meio, com o desenrolar do jogo, nem por isso.

Aliás, o principal lance de perigo português na primeira parte ocorreu, precisamente, graças a uma bela combinação entre João Mário, Renato Sanches e Cristiano Ronaldo, mas o remate saiu ao lado. Demasiados cruzamentos inconsequentes para a grande área. Por ironia do destino, seria precisamente através de cruzamentos que os golos portugueses acabariam por surgir na segunda parte. Primeiro, Cristiano Ronaldo, nas alturas, não deu hipóteses e deu o melhor seguimento possível à bola bombeada por Raphael Guerreiro. Três minutos depois, novo cruzamento, desta feita mal aliviado pela defesa galesa, que acabou nos pés de CR7, que, por sua vez, rematou para o desvio de Nani.

Em três minutos, Portugal abria caminho para conseguir aquilo que não tinha conseguido fazer nos últimos 180, frente a Croácia e Polónia: vencer dentro do tempo regulamentar. Daí em diante, a seleção lusa geriu o resultado e teve mesmo hipótese de chegar ao terceiro por mais do que uma vez. Também o País de Gales se pode queixar de Rui Patrício, que estava em noite de alta inspiração. Desta feita, não foi preciso sofrer qualquer ‘aperto’ de coração. Vitória por 2-0 no tempo regulamentar que coloca Portugal na final do Campeonato Europeu, que se disputará no domingo, dia dez, no Stade France.

Dentro de 24 horas saberemos se frente a Alemanha ou França. Momento do jogo: Se, até ao minuto 50, a ‘muralha’ galesa sobrevivia impávida e serena, o mesmo não se pode dizer depois desse fatídico momento. Bola muito bem cruzada por Raphael Guerreiro e, no centro da área, Cristiano Ronaldo foi gigante, maior do que todos os outros à sua volta, e atirou sem hipóteses para Hennessey. A partir daí, não mais o jogo foi o mesmo. O País de Gales perdeu alguma da sua organização e tornou-se presa fácil para Portugal. Homem do jogo: Cristiano Ronaldo. Se, nos primeiro jogos três jogos, o capitão português foi criticado pela exagerada sede de protagonismo, o mesmo não se pode dizer dos últimos três. Não foi aquele CR7 com olhos única e exclusivamente para a baliza, mas sim com o foco na equipa. A descer para dar apoios, a subir e a enfrentar, tantas vezes sozinho, a defesa galesa. O golo e a assistência assentam-lhe tão bem, no dia em que se tornou no melhor marcador da história dos Campeonatos Europeus, destronando… Platini.

A ‘vingança’ sempre se serviu bem fria. Fernando Santos: O técnico não alterou a estratégia mas os resultados continuam a não ser convincentes. João Mário e Renato Sanches, os homens das alas, demasiado longe do centro do terreno, onde são mais perigosos. Numa defesa tão fechada como a galesa, pedia-se o ‘poder de fogo’ do médio do Bayern Munique, especialmente com a proteção na retaguarda de Danilo Pereira. No entanto, tal não se viu. Cruzamento, atrás de cruzamento, atrás de cruzamento… Sem qualquer efeito prático na primeira parte. Em especial quando, no centro da área, Cristiano Ronaldo estava tão sozinho, no meio das ‘montanhas’ galesas. Na segunda parte, o cenário alterou-se… para bem melhor.

Chris Coleman: O País de Gales foi igual a si mesmo. Com os habituais três defesas centrais, sempre bem organizado defensivamente, a apostar no jogo direto para Bale e Robson-Kanu. No centro, Joe Allen a comandar todo o jogo, mas sem quem acompanhasse o seu rendimento. King rendeu Ramsey, mas nunca conseguiu adquirir toda a preponderância do jogador do Arsenal. Jonas Eriksson: Um jogo tranquilo para o árbitro sueco, sem grande espaço para erro. Decidiu bem quando, logo aos dez minutos, optou por não marcar uma grande penalidade pedida por Cristiano Ronaldo.

Fonte: NaoM
Share on Google Plus

About Isá Gildo Electromoz

Se me conheces com base no meu passado, permita-me que eu me apresente novamente!